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Tratamento do Câncer de Próstata

Tratamento

 

Os pacientes com câncer da próstata devem ser tratados em função do estágio da doença e, neste sentido, recorre-se à prostatectomia ou à radioterapia nos tumores localizados, e a terapêutica endócrina antiandrogênica nos casos de doença disseminada.


 

1. Tumores localizados.

 

Estes tumores são tratados de forma eficiente através de cirurgia radical ou radioterapia. Quando se conclui que o tumor tem pouca agressividade biológica, os pacientes podem ser mantidos em observação vigilante, instituindo-se tratamento se surgirem evidências clínicas ou laboratoriais de progressão da doença. Considera-se essa observação sem tratamento para os indivíduos com idade mais avançada, portadores de tumores de baixo grau histológico e de pequeno volume. 
O tratamento cirúrgico é particularmente indicado nos estágios mais iniciais (a e b). Quando o tumor atinge os tecidos periprostáticos, ou seja, estágio c, a cirurgia não remove integralmente a neoplasia, e estes pacientes são melhor tratados com radioterapia. Nos estágios mais iniciais, a radioterapia também pode ser indicada, mas estudos indicam que nesses casos sua eficiência pode ser um pouco inferior à da cirurgia. Sob o ponto de vista prático, a escolha entre estes dois métodos deve levar em conta as preferências do paciente, considerando-se não só a eficiência mas também os efeitos colaterais do tratamento.

A cirurgia pode se acompanhar de incontinência urinária em 2 a 3% dos casos, e produz impotência sexual em 50 a 60% dos pacientes. A radioterapia causa complicações actínicas crônicas em bexiga e intestino em cerca de 15% dos pacientes tratados.


 

2. Doença metastática.

 

 As células prostáticas são extremamente sensíveis à ação da testosterona, que estimula a proliferação das mesmas. Em pacientes com câncer de próstata, o bloqueio da testosterona promove involução substancial do tumor, com melhora significativa das manifestações clínicas relacionadas. Por outro lado, estas neoplasias são relativamente quimiorresistentes (resistentes à quimioterapia), de modo que o tratamento hormonal representa a forma mais eficiente de se tratar os pacientes com câncer disseminado da próstata.

 

Do ponto de vista prático, isto pode ser feito através de quatro métodos:


1) orquiectomia (ou a retirada cirúrgica de parte do testículo que produz hormônio), que elimina 90% da testosterona plasmática;


2) estrogenoterapia, que inibe a produção de testosterona, por via hipotalâmica;


3) emprego de análogos do LHRH, que inibe a atividade testicular por via hipofisária;


4) antiandrogênicos periféricos, que bloqueiam a penetração ou a ação intracelular da testosterona nas células prostáticas.

 

Em termos de eficiência, a orquiectomia ou o tratamento com análogos do LHRH constituem os métodos mais atuantes. Considerações sobre efeitos colaterais possíveis associados a fatores psicológicos exigem que o tratamento inicial dos pacientes seja planejado de maneira individual.

 

A terapêutica antiandrogênica reduz mas não elimina o tumor, e, em decorrência, a maioria destes pacientes evidencia recrudescência da doença após alguns anos de tratamento. Quando isto ocorre, algumas medidas terapêuticas podem ser tentadas, incluindo-se a quimioterapia citotóxica. Estas medidas atuam em pequeno número de casos e por tempo limitado, o que torna reservado o prognóstico dos pacientes que escapam ao tratamento hormonal inicial.

 

Medidas paliativas de razoável eficiência podem ser adotadas nos casos sintomáticos por progressão da doença. Dores ósseas irresponsíveis aos analgésicos podem ser aliviadas com corticoterapia em altas doses, aplicação de radioisótopos (como Samário), ou com radioterapia externa. Obstrução uretral deve ser tratada com radioterapia local, ou controlada com endopróteses, que mantêm a uretra permeável.

 

fonte: http://www.andre.sasse.com/prostesp.htm


 

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